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Alergias alimentares: De onde elas vêm?

As dietas detox funcionam? Por que retirar glúten e lactose da sua rotina? Entenda o que esses alimentos podem fazer no seu organismo para saber se estas dietas funcionam para você…


Tudo se inicia na gestação. Quando a mãe inicia uma gestação com alergias alimentares, flora intestinal desequilibrada e conseqüente deficiência nutricional, o bebe terá mais chances de desenvolver também alergias alimentares. Outros fatores cruciais no desenvolvimento de alergias são a forma como este bebê chegou ao mundo (parto normal ou cesariana), amamentação exclusiva e a introdução de alimentos complementares à amamentação. Bebês que nascem de parto normal recebem da mãe as primeiras bactérias para colonização intestinal, iniciando o fortalecimento do seu sistema imunológico. Esse reforço é continuado pela amamentação, rica em anticorpos e nutrientes, necessária para o desenvolvimento do bebê. A introdução alimentar deve ser feita com muita cautela, pois é uma das principais vias de prevenção de alergias alimentares. Os alimentos potencialmente alérgicos, quando introduzidos, irão gerar imunoglobulinas (IgG) e anticorpos de memória que o sensibilizarão para a vida toda quando em contato com esses alimentos.

Primeiramente, é necessário entender a diferença entre alergias e intolerâncias alimentares:

Alergia Alimentar é a denominação utilizada para as reações adversas aos alimentos, que envolvem mecanismos imunológicos, resultando em grande variabilidade de manifestações clínicas.

Intolerâncias alimentares, como por exemplo, na intolerância à lactose, serão desencadeados sintomas pela incapacidade de se digerir a lactose (por falta da enzima lactase), ocorrendo a fermentação da lactose, culminando em sintomas como formação de gases, cólicas, estufamentos, dores intestinais, mau hálito e até diarreia, porém, não há intermediação do sistema imunológico.

Entendendo os alérgenos:

O glúten é uma proteína insolúvel encontrada naturalmente no grão de muitos cereais como o trigo, cevada, triticale, centeio e aveia. É uma proteína de difícil digestão, ou seja, mesmo que seu estômago esteja funcionando perfeitamente, com quantidades adequadas de ácido clorídrico e enzimas digestivas (o que é muito raro hoje, devido aos hábitos alimentares atuais), moléculas de glúten irão descer para o trato gastrointestinal até o intestino delgado.

O leite e os derivados do leite apresentam na sua composição diversas proteínas, tais como: alfa-lactoglobulina, beta-lactoglobulina, caseína, entre outras. Nosso organismo não está adaptado a produzir enzimas que consigam digerir facilmente e completamente essas frações protéicas. Além das proteínas, os lácteos podem ou não apresentar um açúcar chamado lactose que poderá gerar intolerância à lactose em pessoas com deficiência da enzima lactase.

Nosso intestino delgado não reconhece  os alimentos diretamente sem antes serem processados (digeridos através da mastigação e digestão completa no estômago); ele reconhece nutrientes, após a digestão, ou seja, ele reconhece aminoácidos (proteínas), glicose e frutose (carboidratos) e ácidos graxos (gorduras).

A presença de macromoléculas intactas no intestino delgado gera reações imunológicas e inflamatórias, pois o corpo reconhece essas macromoléculas como estranhas ou não próprias ao seu funcionamento, causando danos às pequenas vilosidades que revestem sua parede, acionando o sistema imunológico para combater o dano e, como consequência, poderá desencadear sintomas clínicos, devido à inflamação e aumento da permeabilidade intestinal. Essa reação é considerada uma desordem autoimune que o organismo ataca a si mesmo na presença do glúten. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ter sido introduzido na dieta.

Para se ter uma ideia da confusão que essas proteínas podem causar, veja os sintomas relacionados a este tipo de alergia.

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Os principais e mais comuns sintomas de sensibilidade ao glúten:

  • Diarréia crônica ou prisão de ventre
  • Inchaço
  • Flatulência
  • Dores articulares e musculares
  • Dores ósseas
  • Câimbras por perda de cálcio, magnésio e potássio
  • Problemas na tireoide
  • Anemia não responsiva a suplementação de ferro
  • Dificuldade em ganho muscular
  • Infecção urinária de repetição
  • Hiperatividade
  • Depressão
  • Irritabilidade
  • Alterações de peso.

Quando o glúten chega ao intestino dos celíacos, anticorpos impedem o órgão de absorver essa e outras proteínas, além de carboidratos, vitaminas, ferro e cálcio. Os nutrientes são eliminados pelas fezes e a pessoa fica com deficiências nutricionais graves. A persistência do consumo exacerba uma reação inflamatória já existente, agravando os sintomas.

 

leite allergies natural vibe

 

 

Os principais e mais comuns sintomas de sensibilidade ao leite e derivados:

  • Otite
  • Dermatite
  • Rinite
  • Sinusite
  • Bronquite asmática
  • Amidalite
  • Obesidade
  • Gastrite
  • Enterocolite
  • Esofagite
  • Refluxo
  • Constipação intestinal ou diarreias
  • Enxaqueca
  • Fadigas (cansaços) inexplicáveis
  • Artrite reumatoide
  • Falta de concentração
  • Hiperatividade
  • Dislexia
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Queda de serotonina: sensação de ansiedade, vontade de comer doces/carboidratos, inibição da saciedade

Você imaginava que seus sintomas e a dificuldade em perder peso pudessem ser gerados por um simples alimento que é consumido diariamente?

Alimentos que contêm lácteos e glúten:

É importantíssimo verificar o rótulo dos alimentos, pois muitos produtos alimentícios levam lácteos na composição. No caso do glúten, a legislação exige a informação, o que não ocorre na questão da lactose ou proteínas do leite.

GLÚTEN:

  • Grãos: trigo, centeio, cevada, malte.  A aveia contém traços de glúten, geralmente não causadores de alergias em pessoas com sensibilidade à proteína do glúten, mas prejudiciais para os celíacos.
  • Bebidas: leites achocolatados que contenham cevada, malte ou extrato de malte (cerveja), queijos fundidos, queijos preparados com cereais citados acima.

LEITE E DERIVADOS: iogurte, maionese industrializada, margarina (pode conter leite em pó ou outro derivado de leite), biscoitos recheados, queijo, cappuccino, nata, creme de leite, requeijão, coalhada, pudim, manjar, sorvete e alguns sorbets; sopas instantâneas cremosas, molhos cremosos para salada, preparações como purê de batatas, achocolatados (algumas marcas, apesar de não conterem leite ou derivados em sua composição, hoje já possuem rótulos com os dizeres: “contém traços de leite”).

ATENÇÃO! Isso não quer dizer que a dieta sem glúten vai te fazer perder peso. Se esta exclusão não for feita com introdução de bons alimentos, ela será falha! Busque sempre uma boa qualidade nutricional na sua alimentação.

Abordagem Holística: pela visão energética do nosso funcionamento, as alergias alimentares estão relacionadas com desequilíbrios em 2 chacras, RAIZ e FOGO. Pessoas com pouca atividade no 1º chacra (RAIZ) possuem dificuldades em estabelecer limites saudáveis, são inseguros no meio em que vivem, são restritivos nas suas escolhas alimentares (por opção, ou pelas alergias), possuem dificuldades em se conectarem com uma comunidade (preferem ficar sós), não confiam nas pessoas e não possuem uma base de confiança na vida. Para compensar esse desequilíbrio, algumas pessoas desenvolvem uma hiperatividade no 3º chacra (FOGO/PLEXO SOLAR), caracterizado pelo perfeccionismo, competitividade, egocentrismo, alta expectativa de si e das pessoas e precisam ter muito controle sobre a vida. Como consequência, há uma diminuição na capacidade de transformar os alimentos (digerir e absorver), levando aos sintomas gastrointestinais e alergias alimentares.

Soluções Possíveis: você pode melhorar e amenizar as reações do seu sistema imunológico reequilibrando esses chacras.

Equilíbrio do 1ª chacra: consumir alimentos vermelhos (beterraba, frutas vermelhas, tomate, molho de tomate caseiro), raízes (cenoura), tubérculos (batata doce), alho, cebola e rabanete. Consumir fontes proteicas em todas as refeições: smoothies proteicos no café da manhã, castanhas, sementes (abóbora, girassol, linhaça, chia), leguminosas (feijões) e cogumelos. Faça suas refeições na presença de um amigo e/ou familiar. E quando possível, faça suas refeições no chão e procure estar em contato com a natureza, terra e solo.

Equilíbrio do 3ª chacra: consumir alimentos amarelos (banana, manga, pimentão amarelo, abacaxi, milho cozido), cereais integrais, carboidratos complexos (tubérculos, arroz integral, frutas com casca, etc), mas cuidado com os excessos. Evite alimentos que forneçam energia rápida, como os carboidratos refinados (açúcar, adoçantes artificiais, doces, cereais refinados, refrigerantes, sucos de caixinha) e cafeína (café, chá mate, chá verde, chá preto, chá branco e suplementos). Pratique técnicas de relaxamento para reduzir o estresse: respirações profundas, florais, consciência durante a mastigação dos alimentos, diga “não” para oportunidades que você não terá tempo de realizar, se divirta em tudo que faça, aproveite a vida e saiba que você é suficiente.

Saúde!


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