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O fim é apenas o começo

O fundo do poço pode, no fim das contas, ser um lugar maravilhoso a ser alcançado. Através das dificuldades nos reinventamos e temos a chance de reescrever a nossa história.

Talvez este não seja um tópico de fácil compreensão. Afinal, quem quer chegar ao fundo do poço? De fato, ninguém. Contudo, se o reconhecermos como apenas uma etapa em nossa vida, todo o processo se torna inteligível.

Quando enfrentamos dificuldades, temos a tendência de querer desesperadamente sair daquela situação. Nossa mente mal treinada e negativista não reconhece o processo de aprendizagem pelo qual estamos sendo submetidos e por isso, desejamos nos afastar do incômodo o mais rapidamente possível.

O problema com essa abordagem é que, inevitavelmente, contrariamos as leis universais. Nietzsche, o filósofo alemão, já dizia que não é uma boa ideia tentar deter uma pedra rolando morro abaixo e que o melhor, na verdade, seria dar-lhe impulso. Analisando o pensamento de uma maneira mais cotidiana, é melhor aceitar e abraçar o problema ao invés de fazer uma força contrária para negá-lo e contestá-lo. As artes marciais também se utilizam desse conceito. Os lutadores acolhem o golpe do oponente e direcionam a energia do mesmo golpe em benefício próprio.

Tudo é energia e nosso papel é transformar os venenos em remédios. Muitas vezes, a maior tragédia da sua vida é também o maior golpe de sorte que poderia ter-lhe acontecido, se assim você o enxergar.

Ouvimos tantas histórias maravilhosas de pessoas que enfrentaram severas complicações e se transformaram após os obstáculos…

Engraçado é que os budistas oram para conhecer o sofrimento. Porquê fazem isso? Simplesmente porque suas mentes sofisticadas reconhecem as complexidades da vida de maneira nobre e sublime. Os contratempos são oportunidades de transmudação e os infortúnios, apenas maneiras de se metamorfosear. Buda sabia que o sofrimento faz parte da vida e que ele nos visita vez ou outra. Portanto, já que a inevitabilidade do sofrimento é certa, devemos aceitá-lo. Porém, nossa interpretação sobre ele pode ser modificada. Daí o célebre aforismo do próprio Buda: “o sofrimento é inevitável, mas a dor é opcional.”

Quem tem medo da dor, sempre a receberá como uma desgraça. Mesmo os momentos mais dolorosos da vida podem ser encarados como janelas abertas para o autoconhecimento.

Lembre-se: o FIM do poço é também um COMEÇO.

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Foto MOANA MARQUES

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